Nessa aula, a proposta era selecionar um ou mais objetos de casa e vinculá-los com nosso corpo de alguma maneira - sem exercer sua função original, por exemplo, usar um tampão de ouvido para limitar a audição - restringindo ou ampliando movimentos e sentidos.
Para isso, fomos divididos em trios. Meu trio (Delcinir, Vitor Lucas e eu) adotou como estratégia a privação ou de um dos cinco sentidos ou de movimentos básicos. No meu trabalho, minha ideia era a privação da visão, e para isso usei diversas fitas coloridas, que fui amarrando aleatoriamente na cabeça. A ideia inicial era usar só as fitas, mas quando testei amarrar a bandana achei que ficou mais legal. Foi uma experiência interessante, porque percebi que, apesar de o meu original ter sido limitar apenas a visão, depois de amarrar todas as fitas notei que também mal conseguia respirar ou falar sem mover os objetos de lugar.
Ao final, foi possível perceber que a atividade teve muito a ver com as discussões que vínhamos tendo acerca do conceito de virtualização. A experiência se torna algo abstrato e individual, ou seja, mesmo que duas pessoas escolham o mesmo objeto e o façam interagir com o corpo da mesma maneira, suas percepções e sentidos restringidos ou ampliados não serão exatamente iguais. O objeto em si não apresenta já pré-determinadas as sensações que vai transmitir, já que elas dependem diretamente de cada indivíduo.
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